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Sem avanço nas negociações, trabalhadores de TI de SP ameaçam entrar em greve

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Com impasse nas discussões, sindicato avalia convocar os trabalhadores para um movimento de paralisação em defesa de suas reivindicações.

Considerada por dirigentes do Sindpd (Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo) como uma das negociações salariais mais difíceis dos últimos anos, a sexta rodada de discussão da Campanha Salarial 2017 entre os representantes dos trabalhadores e do sindicato que representa as empresas (Seprosp), nesta quarta-feira, 15, não chegou a um acordo.

O setor patronal voltou a trazer à mesa uma proposta de escalonamento do reajuste, o que não agradou os trabalhadores. Com isso, o Sinpd aventa a possibilidade de greve dos profissionais de TI.

No encontro, segundo o Sindicato pouca coisa avançou na proposta da comissão representada pelo Seprosp. Os patrões voltaram a ofertar um aumento salarial fatiado, sendo 4,4% a partir de janeiro e os 1,89% restantes apenas em novembro. Além disso, incluíram na proposta um abono de 5% a ser pago somente no mês de agosto.

No encontro, segundo o Sindicato pouca coisa avançou na proposta da comissão representada pelo Seprosp. Os patrões voltaram a ofertar um aumento salarial fatiado, sendo 4,4% a partir de janeiro e os 1,89% restantes apenas em novembro. Além disso, incluíram na proposta um abono de 5% a ser pago somente no mês de agosto.

Como já havia feito na rodada anterior, quando a proposta de reajuste fatiado foi feita pela primeira vez pela comissão patronal, o presidente do Sindpd, Antonio Neto, rechaçou essa possibilidade.

“Vou ser muito sincero e franco com vocês para a gente não perder mais tempo. Se não houver possibilidade de reajuste em parcela única, quero propor que nós encerremos as negociações. O Sindpd não tem condições de aceitar parcelamento ou ‘faseamento’ ou qualquer coisa que seja diferente de dar um aumento único a partir de 1º de janeiro”, afirmou Neto.

“Eu tenho procurado ser muito claro e quero que vocês entendam isso: com essa perspectiva de parcelamento do reajuste, nós não fecharemos acordo. Eu não vou nem contrapropor essa oferta de vocês, a minha proposta ainda está na mesa: é aumento real mais a inflação do ano”, disse o dirigente.

Com o impasse, a comissão do Seprosp solicitou que uma nova rodada fosse agendada para a próxima quinta-feira, 23. De forma paralela, o Sindpd continuará consultando a categoria e mantendo a sua posição firme de não aceitar perdas e retrocessos, nem que para isso seja preciso convocar os trabalhadores para um movimento em defesa dos seus direitos.

Principais demandas do Sindpd

  • Reajuste salarial de 8,29% (IPCA de 2016 (6,29%) mais 2% de aumento real).
  • Redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem diminuição de salários.
  • Pagamento de vale-alimentação.
  • Vale-refeição de R$ 20 para jornada superior a 6h/dia e R$ 18 para até 6h/dia.
  • Pagamento integral de plano médico, hoje custeado em 70% pelos trabalhadores.
  • Auxílio-creche de 50% para crianças de até 72 meses.
  • Hora extra de 100% nas duas primeiras horas e 150% nas demais e finais de semana.
  • Licença-maternidade obrigatória de 180 dias.
  • Seguro de vida equivalente a 30 pisos salariais.
  • Garantia de reembolso de km para trabalhadores que usam os próprios veículos.
  • Pagamento de vale-cultura.
  • Custeio de bolsa de estudo para qualificação profissional.

O que propõe o Seprosp

  • Reajuste salarial de 6,29% parcelado em duas vezes (4,4% agora e 1,89% em novembro), além de abono de 5% em agosto.
  • Vale-refeição de R$ 17,50.
  • Manutenção da jornada de trabalho em 40 horas semanais.
  • Redução da multa para empresas que atrasam salários.
  • Desobrigação de continuidade da PLR para empresas que já pagam o benefício.
  • Desconto do vale-refeição em caso de faltas ou ausências dos trabalhadores.
  • Rejeição a todas as demais propostas feitas pelo Sindpd.

Fonte: Computer World

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