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Prepare-se: Lançamento do Windows 10 deve afetar tráfego na Internet

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Microsoft teria reservado cerca de 40Tbps de capacidade para entrega do novo sistema operacional. Analistas preveem lentidão

A Microsoft deve somar mais um recorde ao seu currículo essa semana. A expectativa é que o lançamento (e consequente distribuição) do Windows 10 atinja patamares até então inalcançados em termos de tráfego de internet essa semana. “Será, facilmente, o maior volume trafegado em um dia/semana”, projetou Dan Rayburn, analista da Frost & Sullivan, sobre o acontecimento.

“A menos que não haja apelo e as pessoas não atualizem o sistema operacional tão rápido quanto o esperado, o software vai criar sérios problemas em termos de experiência de usuários”, advertiu o especialista. “Espere downloads lentos por dias, não horas. A qualidade pode deteriorar-se muito rapidamente e permanecer ruim por um longo tempo”, adicionou.

A versão final do Windows 10 chegará aos membros do programa Insider na quarta-feira (29/07). Para os demais usuários, a Microsoft afirmou que o sistema operacional chegará em ondas de lançamento. Não há muita clareza sobre como esses grupos serão divididos e estarão aptos à atualização.

A fabricante também planeja dispositivos com um upgrade pré-carregado para usuários das versões 7 e 8.1 que “reservaram” a nova edição do software. Dessa forma, apenas após alguns recursos de pré-requisitos serem silenciosamente carregados no aparelho que a companhia irá disparar um alerta sinalizando que a máquina está pronta para o processo.

A entrega escalonada e o pré-carregamento pode aliviar um pouco o congestionamento, concordou Rayburn, mas ele está confiante de que ainda haverá problemas e atrasos. "O volume total é tão alto… que impactará na oferta, sendo impossível simplesmente dobrar a capacidade de rede”, respondeu, quando questionado sobre o rollout em ondas.

De acordo com o analista – e baseado em conversas que ele disse que teve com algumas fontes – a Microsoft reservou cerca de 40Tbps (terabits por segundo) de capacidade para múltiplas entregas de conteúdo pela rede (CDN, na sigla em inglês), recorrendo a serviços de empresas como Akamai, EdgeCast, Level 3 e Limelight Networks. A ideia é que isso suporte a distribuição do Windows 10.

Em comparação, no lançamento do iOS 8 ano passado, a Apple reservou aproximadamente 3Tbps. Metade dos acessos ocorreu dentro de duas horas depois do anúncio. O pico ocorreu a noite. Outro grande evento da companhia fundada por Steve Jobs, incluindo algumas apresentações ao vivo transmitidas pela web, registraram picos de 8Tbps, de acordo com Rayburn.

“Foi um dos eventos de maior escala”, reiterou James DeMent, diretor de serviços da Akamai, sobre o anúncio feito por Tim Cook, em setembro de 2014. “O Windows 10, com o número de dispositivos elegíveis, e possível demanda, tem o mesmo tipo de apelo”, adicionou.

O volume massivo de tráfego simultâneo, e a Microsoft se precavê reservando 13 vezes o volume total da Apple no lançamento do iOS, deve chacoalhar muitos provedores de serviços de internet (ISP). Pode, assim, haver problemas na capacidade de interconexões entre prestadores e operadoras resultante do volume.

Para manter uma qualidade aceitável do serviço (QoS) para seus clientes, dos quais nem todos estarão buscando o Windows 10, mas streaming de áudio ou vídeo ou simplesmente navegar na Web, ISPs adotarão uma “taxa limite” para download do Windows 10, comentou Rayburn. Em outras palavras, embora alguém possa ter 40Gbps (gigabit por segundo) de conexão, talvez não atinja essa velocidade na atualização do sistema operacional.

O analista afirma que a fabricante seria incapaz de ampliar essa capacidade ou atender totalmente a necessidade uma vez que trata-se de um evento de massa com uma oferta gratuita. Os fornecedores de infraestrutura, ainda, estariam hesitantes em disponibilizar mais capacidade e afetar outros clientes.

Embora a estratégia de lançamento em “ondas”, o contingente impactado deve retardar o tempo de atualização do sistema operacional a muitos usuários e a própria internet, de maneira geral. “Nunca usamos o termo ‘quebrou a internet’ – apesar de muitas pessoas usarem a expressão quando a conexão não funciona. Mas, com o volume de downloads esperados e a capacidade reservada pela Microsoft, acredito que a web enfrentará problemas reais de desempenho nos próximos dias”, comentou Rayburn.

A Akamai, que o analista da Frost & Sullivan acredita que responde pela maior fatia de responsabilidade na distribuição da nova versão do sistema operacional, preferiu não comentar o assunto de maneira explícita. Mas DeMent concordou em tratar o assunto de forma geral. “Se algo não for configurado ou preparado corretamente, pode, sim, derrubar a rede”, reconheceu.

Quando indagado sobre a abordagem de entrega escalonada e o pré-carregamento, o executivo notou que é uma postura usada quando grandes quantidades ou tipos específicos de conteúdo são movimentados pela internet.

"Ninguém quer esperar 24 horas para baixar alguma coisa", enfatizou DeMent, “e o pré-carregamento é uma tática que os proprietários de conteúdo usam para tentar gerenciar o ambiente. Você não pode jogar dinheiro em ampliar a conexão", afirmou, referindo-se ao fato de que nem todo mundo tem uma acesso de 100 Gbps.

Fonte:Computer World

 

 

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