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Home office cresce atrás de eficiência

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Busca de produtividade e redução de custos, que vão exigir mais das empresas em 2015, estimulam escritório em casa

A nova era de austeridade imposta às empresas em mais um ano de desafios na economia abre brechas no mercado de trabalho, estimulando modelos de atuação dos profissionais de várias áreas que combinam jornadas mais flexíveis e ambiente muitas vezes propício a aumento da produtividade, a exemplo do chamado home office, o trabalho remoto feito de casa. Grandes empresas especializadas em recrutamento de pessoal, a Hays e a Robert Half preveem expansão desse sistema no Brasil, a despeito das restrições da legislação trabalhista. As vantagens da prática já difundida nos Estados Unidos e na China têm levado os próprios empreendedores do negócio a testar o estilo de trabalhar de parceiros e prestadores de serviços. 

Pesquisa feita em 2014 pela SAP Consultoria com mais de 200 companhias indicou que 36% das empresas adotam esse modelo no país, ante mais de 80% das firmas norte-americanas. Há perspectivas de expansão do sistema em terras brasileiras também do ponto de vista dos profissionais. De acordo com levantamento da Hays, o universo de profissionais de desempenhavam trabalho remoto ou distância era de 22,9% em 2013. Segundo o gerente da Hays do Brasil, Ian Carvalho, o home office ganhará espaço este ano inclusive como alternativa de manutenção de bons profissionais num período em que as remunerações extraordinárias e bônus tendem a perder estímulo em meio às políticas de redução dos gastos em tempos bicudos da economia. 

“O momento estimula as empresas a serem criativas para obter mais dos recursos que elas já dispõem. O home office tende a crescer ainda mais nas áreas de tecnologia, e não só na tecnologia da informação, e também nas indústrias de bens de consumo, principalmente nos departamentos comerciais”, afirma. Com base em uma série de estudos sobre esse modelo de trabalhar no Brasil e no exterior, a operadora Oi, que tem investido firmemente nesse segmento, estima em 650 mil funcionários o potencial de adoção da prática no Brasil, este ano, envolvendo funções de atendimento ao público e aquelas ligadas aos departamentos administrativos das empresas. 

O diretor de TI da área corporativa da Oi, Roni Wajnberg, diz que a mola propulsora do modelo de trabalho remoto alia diminuição de gastos das empresas às possibilidades de melhora da produtividade. “A preocupação com os custos está, hoje, no centro dos planos de ações das empresas e em casa o trabalhador rende mais se usar a mesma estrutura que teria no ambiente físico da corporação”, diz. A operadora trabalha com estatísticas que mostram redução de custos de pelo menos 50% com a adoção do sistema. 

A conta inclui despesas que podem ser eliminadas referentes a aluguéis, ar-condicionado e o próprio deslocamento do profissional até o local de trabalho. O ganho em tempo de trabalho que passa a ser dedicado à atividade profissional é outro benefício essencial. Trata-se de uma redução de custos com impacto até mesmo na mobilidade urbana, observa Marcello Ladeira, presidente da Assespro-MG, entidade que reúne mais 200 empresas de tecnologia da informação. 

Compartilhamento A própria característica do setor de TI permite contar com profissionais de qualquer parte do mundo dedicados à realização de projetos, o que, no entanto, não elimina a importância da presença física deles em algum momento para compartilhar ideias e desse compartilhamento desenvolver algo melhor que a proposta inicial. “Falta é segurança jurídica na relação com os trabalhadores em sistema remoto. O que temos acompanhado são empresas que optam por soluções mistas, com a presença física do profissional por alguns dias na semana”, conta. 

Uma das opções que os representantes da Assespro-MG estão discutindo é a criação de postos distribuídos de trabalho para uso de cinco a 10 empresas, onde os profissionais vão atuar em trabalho remoto. A prática de dividir a jornada de trabalho no escritório e em home office já faz parte da rotina do engenheiro Leonardo Lima, de 28 anos, desde 2009. Sócio da empresa Grade TI, especializada em soluções tecnológicas para a área de logística, ele se convenceu de que, dependendo do projeto, o ambiente de casa é mais inspirador e oferece maior tranquilidade. “Muitas vezes, é um sistema que pode aumentar a produtividade de toda a equipe envolvida no projeto. O tempo de deslocamento do profissional passa a ser usado para que produza melhor em casa e com maior agilidade”, afirma. Leonardo trabalha no modelo remoto, sempre à noite, durante quatro a cinco vezes por semana. 

Autonomia na carreira profissional 

Carro-chefe do plano estratégico da Oi, neste ano, em serviços de tecnologia da informação na área corporativa, a plataforma de home office oferecida pela empresa adicionou sistema de controle da jornada e da produtividade do profissional, com o uso de biometria. A configuração do pacote de serviços permite que o controle seja feito durante todo o dia, o que aumenta a segurança da empresa e a do trabalhador que adotam o modelo, observa o diretor de soluções de TI da área corporativa da operadora, Roni Wajnberg. A estação de trabalho remota é servida de comunicação unificada de dados (de voz, videoconferência e compartilhamento de documentos), amparada em acesso à internet e proporciona a conexão do ambiente estruturado em casa com o da empresa e seus aplicativos. A meta da Oi é atingir 60 mil pontos de home office no país dentro dos próximos 18 meses.  

“Os call centers eram o alvo do sistema, em razão da produtividade maior do atendimento remoto feito em casa, mas há crescimento desse modelo em várias atividades nos últimos anos, inclusive nas indústrias que têm processos administrativos e serviços compartilhados”, afirma. A perspectiva de crescimento do sistema de trabalho remoto, para Roni Wajnberg, hoje, está ancorada, inclusive, no acesso de pequenas e médias empresas.  

Para os profissionais, investir no trabalho remoto significa ganhar mais autonomia sobre a carreira e o tempo dedicado à profissão, destaca a relações públicas Ana Rita Duarte, que depois de 12 anos de experiência numa grande empresa do setor de combustíveis decidiu mudar o estilo de vida. Especialista em comunicação corporativa, ela usou a rede de contatos de que já dispunha para montar a carteira de clientes nos primeiros seis meses de vida do escritório em casa. Não demorou até que a própria empresa em que trabalhou, até chegar à coordenadoria de marketing, aceitou a proposta da consultoria remota. (MV) 

Fonte: EM

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