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Um hacker brasileiro invadia perfis de mulheres na internet e chantageava as verdadeiras donas: quem quisesse ter o perfil de volta teria que fazer sexo virtual com ele.

“Você não sabe quem sou eu, e você não sabe o que eu posso fazer”, diz Cristian Antônio Pereira.

Mas a mulher que conversa com ele pela internet não sabe disso

Cristian: Você tem cada coisa nos teus email, hein? Já acessei e vi alguma coisa.

Cristian Pereira é um hacker. Ele invadiu o perfil de uma mulher em uma rede social e também os emails dela. E conseguia impedir que a vítima desativasse as contas.

“Ele começou a querer me ver, a querer que eu tirasse a parte de cima da blusa, a querer que eu ficasse pelada para ele”, conta uma das vítimas.

Cristian: Você não vai me mostrar os seus peitos, para eu ver? Você não está fazendo nada que eu estou pedindo.

“E ele começou a me ameaçar, porque no meu email tinha vídeos meu e do meu namorado, e ele me ameaçou com esses vídeos”, conta a vítima

Se a mulher não ficasse nua para ele, Cristian publicaria no perfil dela os vídeos íntimos que encontrou nos emails.

Cristian: Quando teu filho crescer, você explique para ele isso.

Ela resistiu. E foi ameaçada de estupro.

Cristian: Ou vai acontecer pela internet ou vai acontecer pessoalmente. Você que escolhe. E não é a primeira vez que eu faço isso, não.

A mulher tinha aceitado uma solicitação de amizade em nome de Fred Maya, um perfil falso criado pelo hacker Cristian Pereira.

“E ele manda um link de uma foto bonita, 'olha onde estou, é da minha cidade', ele era muito galanteador. E a pessoa, como estava nessa conversa e tudo, acaba clicando”, diz Wanderson Castilho, peritos em crimes cibernéticos.

Ao clicar, a pessoa recebe a informação falsa de que saiu da rede social. E a partir daí o hacker passava a controlar o perfil da vítima. Quando invadia um perfil, Cristian Pereira fingia ser a dona do perfil roubado e procurava as amigas dela na internet. Aconteceu com esta outra mulher.

“Eu estava conectada na internet e uma amiga minha me chamou no bate-papo”, conta uma outra vítima.

Mas era Cristian. E ele pediu para conversarem por vídeo.

“Na hora que eu liguei a câmera, não era ela. Era o rapaz. Quando ele ligou já falou que ele tinha me assaltado. Ele falava 'eu só quero ver os seus seios e devolvo as suas contas, só isso e eu devolvo as suas contas'. Eu falei para ele que eu não ia mostrar”, lembra a vítima.

Também foi ameaçada de estupro.

“Ele fazia uma pesquisa e descobria o entorno da casa da pessoa”, destaca Iolanda Garay, perita em crimes cibernéticos.

“Quando ele viu que eu não ia ceder, ele falou 'eu sei onde você mora', falou o número da minha casa”, conta a vítima.

As jovens procuraram a ajuda de peritos digitais e da polícia, que descobriu: Cristian Antonio Pereira era foragido da Justiça, condenado por um estupro na cidade de Rolândia, no Paraná.

O primeiro contato com essa vítima também tinha sido pela internet.

“Eu tinha uma rede social e uma amiga minha veio falando de uma pessoa”, conta a vítima.

Não era amiga nenhuma, era Cristian de novo.

“E ela falou assim tinha uma pessoa para te apresentar, você quer conhecer?”, conta a vítima de estupro.

A pessoa era o próprio Cristian, é claro. Eles marcaram encontro em uma lanchonete. Mas o criminoso levou a vítima para um terreno baldio.

“No outro dia minhas redes sociais estavam todas raqueadas”, disse a vítima de estupro.

Cristian chegou a ser condenado por esse crime em 2012.

“Condenação essa de 13 anos e 6 meses de reclusão, cujo mandado de prisão encontra-se expedido desde 11 de setembro de 2012”, destaca Márcia Rodrigues dos Anjos, promotora de Justiça.

A polícia descobriu que ele deixou o país durante o julgamento. E identificou pelos endereços de IP, a identidade digital dos computadores, que era do interior da Inglaterra que aterrorizava as brasileiras.

A Justiça já pediu a extradição de Cristian Pereira para que ele cumpra no Brasil a pena pela qual foi condenado. Na Inglaterra, o rapaz também é considerado um criminoso. Cristian está preso depois de receber três acusações de violência sexual.

O delegado Renato Lima representa no Paraná a Interpol, a Organização Internacional de Polícia. “Mandamos todas as informações, foi feita a comparação de digitais, confirmou-se que era a mesma pessoa condenada aqui”, destaca.

Uma das vítimas foi avisada da prisão de Cristian pelo advogado dela.

“E ela me respondeu por uma mensagem de voz: "Por voz é muito melhor. Eu estou impactada. Estou emocionada. Graças a Deus, eu achei que isso não fosse acontecer", conta Leonardo Pacheco.

Fonte : G1

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