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Comissão da Câmara dos Deputados aprova prioridade para tecnologia nacional em licitações

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Proposta prioriza bens e serviços produzidos com tecnologia desenvolvida no país; produzidos ou prestados por empresas que invistam em P&D no país; e os produzidos localmente.

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira, 5, proposta que prioriza, em licitações públicas, sucessivamente, bens e serviços produzidos com tecnologia desenvolvida no país; produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no país; e os produzidos localmente.

O texto aprovado foi um substitutivo ao Projeto de Lei 6.252/13.

Atualmente, a Lei das Licitações (8.666/93) considera como critério de preferência, pela ordem: bens e serviços produzidos no país; os produzidos ou prestados por empresas brasileiras; e, por fim, os produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no país.

Conforme o texto aprovado, a margem de preferência será estabelecida com base em estudos realizados, revistos periodicamente ou reconhecidos pelo Poder Executivo federal, em prazo não superior a cinco anos.

Investimento no país

No caso de produtos manufaturados e serviços nacionais, o substitutivo modifica a lei atual para especificar que a preferência também se aplica àqueles resultantes de desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País, conforme definição por ato do Poder Executivo federal.

A proposta permite ainda que, em qualquer contratação destinada à implantação, à manutenção e ao aperfeiçoamento dos sistemas de tecnologia de informação e comunicação, a licitação possa ser restrita a bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País. A lei hoje restringe essa preferência aos sistemas considerados estratégicos.

A matéria, que tramita em caráter conclusivo, será analisada ainda pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. Com informações da Agência Câmara.

Fonte: ComputerWorld

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