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Câmeras de smartphones e de notebooks viram alvos para hackers

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Em “O Show de Truman”, drama cinematográfico de 1998, o protagonista interpretado por Jim Carrey vivia em um reality show sem saber. Câmeras o filmavam sem sua autorização e gravavam cada segundo de sua vida, por mais patética e desinteressante que essa pudesse ser em alguns momentos.

Seguindo o ditado que clama que “a vida imita a arte”, hackers estão cada vez mais interessados em vigiar a vida alheia. E eles nem precisam de centenas de profissionais equipados com câmeras escondidas e de figurantes agindo como pessoas normais para isso. Para eles, basta conseguir o acesso a qualquer smartphone ou computador com uma câmera instalada e conectado à internet.

Os mais curiosos ainda tentam interceptar gravações que podem ser realizadas por aparelhos como babás eletrônicas e câmeras de segurança que saem de fábrica configuradas com senhas, como “123456”. De acordo com Thiago Tavares, presidente da ONG Safernet – organização que recebe denúncias de crimes cibernéticos –, “qualquer câmera num dispositivo com acesso à internet é vulnerável”.

A declaração do executivo dada ao jornal Folha de S. Paulo mostra preocupação dos órgãos que cuidam da defesa do cidadão com as ameaças virtuais. E não é para menos. O departamento de questões ligadas ao consumidor de Nova York, por exemplo, já emitiu um alerta que orienta pais de crianças a tomarem cuidado com as câmeras presentes em notebooks.

Para se ter uma ideia mais clara, na loja da Amazon há pelo menos seis dispositivos diferentes para bloquear a visão da lente de gravação de computadores, tablets e smartphones. Eles são chamados por diversos nomes, como “webcam blinder”, “webcam block”, entre outros.

Quem prefere economizar pode colar um papel em cima da câmera, como faz o diretor do FBI, James Corney. Vale lembrar que, curiosamente, ele é um dos envolvidos citados no caso de vigilância doméstica da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, a NSA, revelado ainda em 2006 pelo jornal The New York Times.

COMO SE PROTEGER

Alguns passos são importantes para que sua vida não vire um reality show sem que você saiba. Antes de tudo, no entanto, saiba que criminosos virtuais possuem diversas técnicas de invasão. O melhor a fazer é evitar que outras pessoas tenham acesso ao seu computador ou dispositivo móvel.

Senhas difíceis

O primeiro deles é proteger suas conexões com senhas fortes. Além de garantir que outras pessoas não usufruam da sua conexão Wi-Fi, você garante um pouco mais segurança.

Para isso, acesse as configurações do roteador e atualize a senha. A dica aqui é mesclar letras maiúsculas e minúsculas com números e sinais de pontuação. Não economize na criatividade e evite qualquer combinação que envolva datas de aniversário, nomes de pessoas, de animais de estimação e de lugares. Uma excelente senha seria algo como: “bF-9gW7!2^iO”.

Se o seu dispositivo pessoal fica em um local público no qual muitas pessoas podem ter acesso, é melhor também configurar uma senha para acesso ao Windows. Isso pode ser feito tanto na BIOS do computador quanto nas próprias configurações do sistema operacional.

Faxina geral

Faça uma faxina geral no seu computador e, se puder, formate-o para eliminar de vez qualquer ameaça de vírus e de malwares que podem estar impregnados na memória.

A formatação também pode excluir eventuais programas que gravam tudo o que é digitado, chamados de “keyloggers”. Com eles, não adianta ter o melhor dos passwords se cada tecla apertada será registrada em um arquivo que pode ser enviado para o invasor pela internet sem que você saiba o que está acontecendo.

Depois disso, instale programas de proteção indicados pela crítica especializada.

Segurança móvel

Já nos smartphones e tablets, a invasão acontece geralmente por conta de um programa malicioso que é instalado para tomar conta do microfone e da câmera do aparelho.

Cuidado com promoções espetaculares recebidas por mensagens nas redes sociais e aplicativos. Também evite realizar o download de aplicativos que não estejam listados nas lojas oficial App Store, Play Store e Windows Store. Se suspeitar que o dispositivo já esteja infectado, o recomendado é configurá-lo para os padrões de fábrica e formatar o cartão de memória.

Fonte: Olhar Digital

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